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domingo, 2 de setembro de 2007

***com um pouco de boa vontade*dá para descobrir a identidade da moça***

aquela gostosíssima ia se jogar no mar, no cais do porto de santos, quando aparece um marinheiro.
- moça, não faça isso!!!
- vou me jogar, minha vida é uma droga!
- não faça isso! olha, meu navio está de partida para a europa. por que você não vem comigo e pensa melhor? se, chegando lá, você ainda quiser se matar, pelo menos terá conhecido a europa.
a moça achou a proposta razoável e seguiu com ele para o navio onde, encondida dentro de um bote salva-vidas, viajaria clandestinamente.
durante duas semanas ele a visitava a noite trazendo comida, água e transava com ela.
até que um dia o capitão fez uma inspeção nos botes e descobriu a jovem. ela, sem saída, lhe contou a verdade.
- olhe, eu estou aqui, seguindo para a europa, porque um marinheiro me trouxe.
todas as noites ele me traz comida e água, e como agradecimento eu faço sexo com ele.
e combinamos assim até chegarmos a europa ...
ainda falta muito?
- não sei moça. por enquanto, esta balsa só faz a travessia santos-guarujá ...

edna nery mandou essa.

***calma ernani!!!***

o pai tenta caminhar com seu filhinho que faz a maior cena dentro da loja: chora, esperneia, grita, fala palavrão.
o pai na dele, não ralha, não bate, não grita, só fica repetindo:
- calma, ernani ! calma, ernani !
e o garoto continua com o show.
uma senhora que assiste à cena vem elogiar a paciência do homem:
- realmente, sua pedagogia é excelente ! o senhor sabe tratar seu filhinho. é ernani o nome dele, não é ?
- não, minha senhora - responde o pai, apertando os dentes - ernani, sou eu !!!

edna nery mandou por e1/2
ela sempre acerta com a historinha.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

***o eco lógico de um pedido de socorro***

*
todos os dias me aflige pensar que, em pleno inverno estamos, hora vivendo dias de calor, hora vivendo dias frios que, nem de longe, assemelham-se aos friorentos dias de poucos anos atrás.
*
pensar que a cidade de são paulo já foi romanticamente, na prosa, no verso e na música, a "cidade da garôa" e que, hoje, o signigficado dessa palavra, as pessoas mal conhecem.
*
o planeta está sofrendo transformações climáticas sensíveis, conseqüência direta dos maltratos deflagrados sobre sua superfície, frágil, delicada e indefesa.
*
mesmo as diversas ocorrências advindas do insulto físico do qual a terra é vítima, como, furacões, tsunamis, enchentes, etc, não são em sua defesa, são uma reação posterior à agressão sofrida. isso prova sua fragilidade. ela se defende violentamente como quem se debate quando se sente encurralado.
*

sábado, 25 de agosto de 2007

***o cajueiro acâi-ou marañom e as alucinações de um sábio sofismático***

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estatelado sob um cajueiro, em meio a um delírio por hiper dosagem de suco de caju, o sábio do cerrado, valendo-se do véu azul da inspiração que deita sobre a maioria esmagadora dos cérebros em transe externou, entredentes, o seguinte pensamento, quase insano: acâi-ou ... acâi-ou ... marañom ... marañom ... a sorte do destino da humanidade é que, na pré-história, não havia ambientalistas defendendo a não extinção dos dinossauros, pois, se assim fossem preservados, teriam devorado toda vegetação e os seres vivos do planeta.

*
curiosamente, encontrei o filme resultante da operação remota efetuada por uma câmera clandestina instalada nas cercanias da residência de uma família de dinossauros, os silva, com o objetivo de estudar o comportamento daqueles seres em relação ao ambiente que os cerca, e em relação a indivíduos de outras etnías e costumes que, por ventura, cruzassem seus caminhos.

*
senta que lá vem a história

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

***tosquices bloggais***

post # 100


sábado, 11 de agosto de 2007

***humor judaico***

enquanto passeia por aqui
ouça música judaica com

Windows Media Player

Vladimir Jankélévitch, um dos grandes filósofos judeus do século XX, salientou num dos seus textos que "o humor, que é a superconsciência ironizando sobre a contradição, sabendo a contradição contraditória, dominando a contradição, também é uma das nossas especialidades. Aqueles que vivem um problema desse género fazem dele um jogo, mas um jogo sério. O humor é a evasão da má consciência pela liberdade; é ele que pacifica a insolúvel contradição; o humor preservava-nos do desespero quando sofríamos e agora entretém-nos nessa vivacidade que é também um dos traços que distingue a alma judaica."
(o texto acima eu retirei do "obvius ... um olhar mais demorado")

alguns acreditam que fazer piada com judeu é fácil bastando ter na ponta da língua que: todo judeu é avarento, todo judeu tem nariz grande e recurvado, todos os judeus falam na terceira pessoa, todo judeu tem sotaque de judeu e, finalmente, todo judeu chama jacob e tem uma mulher chamada sarah. nada disso, para fazer piada de judeu, é preciso ser judeu e conhecer outras características, muito mais sutiz enraizadas na genética coletiva daquele povo.

o cativante assunto, humor judaico, importante vertente de uma das mais maiores formas de expressão humana é inesgotável .
o mais popular piadista judeu é, sem dúvida, abram zylbersztajn, autor do livro "as melhores piadas do humor judaico".

dele selecionei algumas.
cutuca o título da piada e sorria.


Morangos

Papai e Mamãe

Charadas

apesar do abram, existem pelo mundo milhares de histórias e anedotas focando o povo judeu.
não pela minha decendência ibérica, vejo o humor dedicado à nação lusa, como uma manifestação absolutamente unilateral, beirando as raias da falta de criatividade.
aquele tipo de humor está para o português, assim como as piadas anti-semitas estão para os judeus, ou seja, focam, única e exclusivamente, os defeitos daquele povo.
portanto, desde muito tempo, adotei o humor judaico como uma fonte muito farta, na produção da manifestação humana que a neuro medicina já classificou como a mais salutar: a risada.

do site "experimento com o google", surrupiei mais essa:

os 10 mandamentos

d'us perguntou aos gregos:
- vocês querem um mandamento?
- qual seria o mandamento, senhor?
- não matarás!
- não, obrigado. isso interromperia nossa sequência de conquistas.
então d'us perguntou aos egípcios:
- vocês querem um mandamento?
- qual seria o mandamento, senhor?
- não cometerás adultério!
- não, obrigado. isso arruinaria nossos finais de semana!
d'us perguntou então aos assírios:
- vocês querem um mandamento?
- qual seria o mandamento, senhor?
- não roubarás!
- não, obrigado. isso arruinaria nossa economia!
e assim d'us foi perguntando a todos os povos até chegar aos judeus:
- vocês querem um mandamento?
- quanto custaria?
- não pagarás ... é de graça.
- então manda dez.

do "orapois"

um casal de meia-idade, judeu, chega ao consultório de um terapeuta sexual.
o médico pergunta:
-o que posso fazer por vocês?
o homem responde:
- você poderia ver a gente transando?
o médico olha espantado, mas concorda.
após caloroso desempenho de ambos a transa termina e o médico diz:
- não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo.
- entao emite o recibo de 80 reais pela consulta.
isto serepete por várias semanas.
o casal marca um horário, faz sexo sem nenhum problema, paga o médico e deixa o consultório. finalmente o médico resolve perguntar:
- afinal, o que vocês estão tentando descobrir?
o homem responde:
- nós não estamos tentando descobrir coisa alguma.
ela é casada e eu não posso ir na casa dela. eu sou casado e ela não pode ir até minha casa. no holiday inn, um quarto custa 150 reais. no maksoud plaza nem pensar ... no studio a motel, cerca de 130. nós transamos aqui com segurança por 80 reais e eu ainda sou reembolsado em 64 reais pelo plano de saúde!

emprestei do "netjudaica"


finkelstein vai ao juiz.
- gostaria de trocar o meu nome - diz.
- muito bem, que nome o senhor gostaria de ter?
- stewart.
o juiz toma nota.
- está bem, está trocado.
cinco minutos depois volta o ex-finkelstein.
- gostaria de trocar de nome.
- de novo? - reclama o juiz.
- mas o senhor acabou de mudar de nome!
- eu sei. mas é que eles podem me perguntar como é que eu me chamava antes.

o humor judaico é pura ironia. ninguém escapa a essa corroziva maneira de provocar o riso. sábios, rabinos, educadores, governantes ...
o cinema americano, mormente, nos trás grandes artistas que têm, na ponta da língua, o mais perfeito arsenal de contundentes e inteligentes demonstrações de humor.
woody allen, milton berle, mel brooks, eddie cantor, zero mostel (perseguido pelo maccarthismo), gene wilder, walter matthau, danny kaye, jerry lewis e, os por demais engraçados, irmãos marx, são alguns dos especialistas em ressaltar as fraquezas e as qualidades do povo judeu.
o depressivo e pesado franz kafka, escritor de livros nada bem humorados, viveu uma história engraçada, não publicada em nenhum de seus livros:

passando férias a um hotel e, ao preencher a folha de registros, o gerente diz-lhe: "o seu nome é-me familiar".
"impossível - diz kafka - é a primeira vez que cá venho". dirige-se para o quarto e acaba de se deitar quando alguém bate à porta. é novamente o gerente do hotel. "desculpe-me insistir, mas acho que o senhor é um escritor famoso".
kafka responde:
"e depois"? "e depois? o senhor mudou a minha vida ao ler a metamorfose". "leu-a? replicou kafka. "onde a encontrou?"
"comprei-a".
kafka gritou:
"não! ... então foi você?
















volto depois, com mais novidades no front judaico ...












***o adorável e quase infantil*humor judaico***


o alvo do humor judaico não é necessariamente um anti-semita, mas um outro judeu. aí mora a diferença entre o humor judaico e o humor anti-semita. o segundo enfatiza os defeitos, nunca as qualidades dos judeus. outra prerrogativa exclusiva do humor judaico é o prazer de atirar doces farpas aos mais amigos e mais queridos fazendo gozação com os vários elementos de suas vidas: religião, profissão, preferências, habilidades, manias, gostos, etc, ...

um beijo salgado é sempre um beijo.

as histórias rabínicas (agadot) invariavelmente provocam um sorriso em quem as escuta. isso se dá, porque os rabinos, ao contrário dos sábios bíblicos, contam historias cheias de presença de espírito, sutis e que provocam o pensamento de quem as ouve. suas histórias, raramente, causam risos hilariantes.

claro que, alguns ditos espirituosos talmúdicos são mestres em fazer graça. um bom exemplo, é o do rabino do século três que justificou ser a água do mar salgada, porque havia tantos arenques marinados vivendo nele.


um velho rabino chega ao céu.

uma vez lá chegado passa o tempo a discutir com toda a gente e a pôr questões a abraão, a moisés e até mesmo a d'us.

"senhor, diz-me o que são para ti mil anos?"

o senhor responde pacientemente: "para mim? um minuto..."

"e um milhão de dólares?", replica o rabino ... "uma simples moeda".

"então, senhor, dá-me uma moeda."

"de acordo", diz o criador,

"espera só um minuto..."


um jovem de uma família muito religiosa, que se tinha mudado para os estados unidos, volta à polónia uns anos mais tarde para visitar a família.

- onde está a tua barba? - pergunta a mãe.

- mãe, na américa ninguém usa barba.

- mas continuas a respeitar o shabat, não continuas?

- mãe , negócios são negócios. na américa, toda a gente trabalha em shabat.

- mas, ainda comes kasher!

- mãe, é difícil preservar a kasherut na américa.

a velha senhora hesita um momento e, depois, num longo suspiro pergunta:

- shloime, diz-me uma coisa: ainda és circuncidado?

dois judeus, um rico e um pobre, estão a rezar numa sinagoga de brooklyn.

- perdoa-me, senhor! brada o rico.

-quem sou eu? sou um desgraçado, um nada!

- é isso mesmo, senhor! diz o pobre

- perdoa-me! eu também sou um nada!

o rico olha-o com desprezo:

- vejam lá, quem quer ser nada!




jacó vai colocar um anúncio no jornal.

- gostaria de colocar uma nota fúnebre sobre a morte da minha esposa - diz ao atendente.

- pois não, quais são os dizeres ?

- sara morreu !

- só isso ? - espanta-se o rapaz.

- sim, jacó não quer gastar muito.

-mas o preço mínimo permite ate 5 palavras.

- então coloca:

"sara morreu. vendo monza 94."

o filho telefona para a mãe judia:

"alô, mamãe, tudo bem?"

ela responde:

"tudo muito bem. ótimo!"

o filho: "desculpe, é engano".

num banco de praça de nova york, um velho judeu lê o jornal nation of islam, publicação anti-semita editada por louis farrakahn.

outro judeu se aproxima e lhe diz indignado: "por que você está lendo esta porcaria em vez de ler o jewish journal?"

o primeiro responde: "o jewish journal só publica reportagens sobre anti-semitismo, terrorismo em israel, problemas e mais problemas do povo judeu no mundo inteiro.

este jornal aqui, não.

diz que os judeus estão abarrotados de dinheiro, que os judeus controlam os bancos, que controlam a mídia, que controlam hollywood.

melhor ler boas notícias".

três caçadores, um inglês, um francês e um israelense, são presos por uma tribo de canibais.

o chefe canibal manda ferver água em três caldeirões e informa aos prisioneiros que cada um tem direito a um último pedido.

o inglês pede um gole de uísque e é atendido.

o francês pede uma taça de champanhe e também é atendido.

o pedido do israelense se revela insólito:

"quero que você me cuspa na cara".

apesar de surpreso, o chefe canibal concorda e age.

logo em seguida, o israelense tira uma pistola que mantém escondida num bolso falso da calça, dá um tiro no chefe, que morre na hora, enquanto toda a tribo foge apavorada.

o inglês e o francês se indignam:

"mas, se você tinha uma arma escondida, como permitiu que chegássemos a uma situação tão extrema?"

o israelense responde:

"se eu começasse logo atirando, vocês me chamariam de agressor".

o embaixador de israel pede a palavra na assembléia geral das nações unidas e diz: "antes do discurso propriamente dito, quero contar uma história. quando moisés conduzia o povo judeu depois do êxodo, chegou a um oásis perto da terra prometida onde havia um lago maravilhoso, com água fria e cristalina. moisés se despiu e mergulhou para se refrescar e recobrar as forças. ao sair da água, viu que suas roupas tinham sido roubadas. irritado, exclamou:

- com certeza foram os palestinos!"

arafat, que se encontra na assembléia, protesta:

"naquele tempo não haviam palestinos nesta parte do mundo!"

e o embaixador de Israel arremata:

"é justamente por aí que pretendo começar o meu discurso"

quatro senhoras judias estão jogando cartas.

a primeira suspira:

"oi..."

a segunda também:

"oi, oi..."

a terceira:

"oi, oi, oi..."

a quarta:

"chega de falar dos filhos.

vamos nos concentrar no jogo".



depois de me aprofundar, até o joelho (o que sei é que nada sei ... rsrs ...), na história do humor judaico, que eu já conhecia, por força do meu destino de goi amancebada com judeu, fiquei descoroçoada com a falta de imaginação dos inventores de anedotas, que tripudiam sobre as "desventuranças" de outras etnias ... mais precisamente, os meus ascendentes lusos ... tadinhos ...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

***quem sai aos seus*não degenera***


no evento do automobilismo, "capacete de ouro", realizado em são paulo, o ex-piloto de f1, nelson piquet, foi homenageado.
piquet subiu ao palco do evento, com seus filhos, inclusive o caçula pedrinho que, com apenas 5 anos de idade, deixou o pai na maior saia justa.
... ou não ... rs ...
perguntado se o pai fala palavrão em casa, o garoto respondeu:
"- meu pai fala palavrão em casa, só quando ele está assistindo televisão e aparece o presidente lula."

isso aconteceu em novembro de 2006. não parece que foi ontem???

o menino promete!!!
matando a saudade de piquet na pista
piquet X senna em 1983
(atentem para os narradores japoneses)






quarta-feira, 18 de julho de 2007

***aceita uma dose de ... humor???***

qualquer estatística é melhor, do que aquelas que indicam o acidente da tam de ontem, em relação à aviação mundial, como o mais grave dos últimos 5 anos e como um dos 40 mais graves.
o que interessa é saber o que provocou o acidente e corrigir as falhas, imediatamente.
no entanto, a esbórnia corre solta faz tempo. corrupção, desvio de dinheiro, jogo de interesses, nepotismo, favorecimentos ilícitos, ganância, pouco caso, ... em todos os setores.
aposto que, como desdobramento desse acidente, vão surgir pás e pás de lixo que foram varridas pra debaixo do tapete, desde priscas eras.
resta-nos esperar e preparar nossos narizes, pois, o cheiro vai ser muito ruim.

cutuca aqui

nessa senhora e a mercedes

e pense bem, antes de votar nas próximas eleições ... alguém mais sóbrio, menos cego e que não carregue consigo uma nova raça de corruptos.

***peço a volta do drops dulcora***

em alguma postagem anterior, recente, eu disse algo sobre o "febeapá", "festival de besteiras que assola o país" do stanislaw ponte preta - sérgio porto - um marco da crítica aos políticos brasileiros de outros tempos, tempos de muita alegria e, nem por isso, insuspeitos.
faz falta esse eco.


disse o autor, no "febeapá":

"é difícil ao historiador precisar o dia em que o festival de besteira começou a assolar o país. pouco depois da "redentora", cocorocas de diversas classes sociais e algumas autoridades que geralmente se dizem "otoridades", sentindo a oportunidade de aparecer, já que a "redentora", entre outras coisas, incentivou a política do dedurismo (corruptela de dedo-durismo, isto é, a arte de apontar com o dedo um colega, um vizinho, o próximo enfim, como corrupto ou subversivo — alguns apontavam dois dedos duros, para ambas as coisas), iniciaram essa feia prática, advindo daí cada besteira que eu vou te contar."

Vamos a algumas amostras:

"O mal do Brasil é ter sido descoberto por estrangeiros" (Deputado Índio do Brasil, Assembléia do Rio).

O cidadão Aírton Gomes de Araújo, natural de Brejo Santo, no Ceará, era preso pelo 23.º Batalhão de Caçadores, acusado de ter ofendido "um símbolo nacional", só porque disse que o pescoço do Marechal Castelo Branco parecia pescoço de tartaruga e logo depois desagravava o dito símbolo, quando declarava que não era o pescoço de S. Exa. que parecia com o da tartaruga: o da tartaruga é que parecia com o de S. Exa.

Cerca de 51 bandeiras dos países que mantêm relação com o Brasil foram colocadas no Aeroporto de Congonhas. O Secretário de Turismo de São Paulo — Deputado Orlando Zancaner — quando inaugurou a ala das bandeiras, disse que "era para incrementar o turismo externo".

Quando a Censura Federal proibiu em Brasília a encenação da peça Um Bonde Chamado Desejo, a atriz Maria Fernanda foi procurar o Deputado Ernani Sátiro para que o mesmo agisse em defesa da classe teatral. Lá pelas tantas, a atriz deu um grito de "viva a Democracia". O senhor Ernani Sátiro na mesma hora retrucou: "Insulto eu não tolero".

O Diário Oficial publica "Disposições de Seguros Privados" e mete lá: "O Superintendente de Seguros Privados, no uso de suas atribuições, resolve (...), "Cláusula 2 — Outros riscos cobertos — O suicídio e tentativa de suicídio — voluntário ou involuntário".

Em Niterói o professor Carlos Roberto Borba iniciou ação de desquite contra a professora Eneida Borba, alegando que sua esposa não lhe dá a menor atenção e recebe mal seus carinhos quando é hora de programas de Roberto Carlos na televisão. A professora vai aprender que mais vale um Carlos Roberto ao vivo que um Roberto Carlos no vídeo.

Colhemos num coleguinha do Jornal do Brasil: "O General José Horácio da Cunha Garcia fez uma firme apologia da Revolução e manifestou-se contrariamente às teses de pacificação, bem como condenou o abrandamento da ação revolucionária. O conferencista foi aplaudido de pé". O distraído Rosamundo leu e, na sua proverbial vaguidão, comentou: "Não seria mais distinto se aplaudissem com as mãos?".

Enquanto o Marechal Presidente declarava que em hipótese alguma permitiria fosse alterada a ordem democrática por estudantes totalitários, insuflados por comunistas notórios, quem passasse pela Cinelândia no dia 1.º de abril depararia com o prédio da assembléia Legislativa totalmente cercado por tropas da Polícia Militar. Na certa, a separação de poderes, prevista na Constituição, passará a ser feita com cordão de isolamento e muita cacetada.

Notícia publicada pelo jornal O Povo, de Fortaleza (CE): "O Dr. Josias Correia Barbosa, advogado e professor, esteve à beira de um IPM (Inquérito Policial Militar) por haver passado um telegrama para sua sobrinha Loberi, em Salvador, comunicando-lhe que a bicicleta e as pitombas tinham seguido. Houve diligencias pelas vizinhanças, parentes foram procurados e outras providências tomadas. Passados dois dias, soube o Dr. Josias que o despacho telegráfico não fora transmitido porque um James Bond do DCT (Departamento de Correios e Telégrafos) estranhara os termos "bicicleta", "pitombas" e "Loberi", que "deviam ser de um código secreto".

"Os jornalistas deveriam apanhar da polícia não só durante a passeata, mas antes também. Eles são incapazes de reconhecer o valor da polícia. Os fotógrafos, por exemplo, nunca fotografam os estudantes batendo no policial". Essa declaração foi feita pelo Secretário de Segurança de Minas Gerais, coronel Joaquim Gonçalves.

A peça "Liberdade, Liberdade" estreou em Belo Horizonte e a Censura cortou apenas a palavra prostituta, substituindo-a pela expressão: "Mulher de vida fácil", o que, na atual conjuntura, nos parece um tanto difícil. Ninguém mais tá levando vida fácil. Segundo Tia Zulmira "o policial é sempre suspeito" e — por isso mesmo — a Polícia de Mato Grosso não é nem mais nem menos brilhante do que as outras polícias. Tanto assim que um delegado de lá, terminou seu relatório sobre um crime político, com estas palavras: "A vítima foi encontrada às margens do riu sucuriu, retalhada em 4 pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio".

Em Campos (RJ) ocorria um fato espantoso: a Associação Comercial da cidade organizou um júri simbólico de Adolph Hitler, sob o patrocínio do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito. Ao final do julgamento Hitler foi absolvido.

A mini-saia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o Delegado de Costumes (inclusive costumes femininos), declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin (bicharoca parisiense responsável pelo referido lançamento), caso aparecesse na capital mineira "para dar espetáculos obscenos, com seus vestidos decotados e saias curtas". E acrescentava furioso: "A tradição de moral e pudor dos mineiros será preservada sempre". Toda essa cocorocada iria influenciar um deputado estadual de lá — Lourival Pereira da Silva — que fez um discurso na Câmara sobre o tema "Ninguém levantará a saia da Mulher Mineira".

Em Brasília, depois de um dos maiores movimentos do Festival de Besteira, que bagunçou a Universidade local, o Reitor Laerte Ramos — figurinha que ama tanto uma marafa que cachaça no Distrito Federal passou a se chamar "Reitor" — nomeava um professor para a cadeira de Direito Penal. O ilustre lente nomeado começou com estas palavras a sua primeira aula: "A ciência do Direito é aquela que estuda o Direito".

A Igreja se pronunciou, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sobre recentes publicações pretensamente científicas, "que abordam problemas relacionados ao sexo com evidente abuso". O documento não explicou se o abuso era do problema ou se o abuso era do sexo. Em compensação, nessa mesma conferência, Dom José Delgado, Arcebispo de Fortaleza, dava entrevista à Agência Meridional sobre pílulas anticoncepcionais, uma pílula formidável para fazer efeito no Festival de Besteira. Como se disse bobagem sobre o uso ou não da pílula, meus Deus!!! Dom Delgado, por exemplo, dizia: "A protelação do casamento é a única conclusão a que chego, atualmente, para a planificação da família e o controle da natalidade. E, depois disso, só existe um caminho seguro: o da continência na vida conjugal". Como vêem, o piedoso sacerdote era um bocado radical e queria acabar com a alegria do pobre. Ainda mais, falando em sexo e em continência na vida conjugal, deixou muito cocoroca achando que, dali por diante, era preciso bater continência para o sexo também.

Textos extraídos dos livros "O Festival de Besteira que Assola o País", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1966, "2.º Festival de Besteira que Assola o País", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1967, e "Na Terra do Crioulo (A máquina de fazer) Doido - FEBEAPA 3", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1968, págs. diversas.Conheça e vida e a obra de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) visitando "Biografias".
(texto emprestado do "releituras")

segunda-feira, 9 de julho de 2007

***lembrando o passado tentando esquecer o presente***

(esta charge foi copiada do charge online)




da república das pizzas
a pizzaria congresso, no planalto central, está na sua mais intensa atividade, desde que foi inaugurada. a pizza que mais tem saída é a marguerita com bastante manjericão. conhecida também como alfavaca ou remédio de vaqueiro, a erva serve, de acordo com a antiga sabedoria erbívora, para eliminar cheiro forte de couro. te contei, não?!?!?!?! pois é, acredite, não há o que chegue!!! (rezinha/09/07/07)


não deixem de ler o jabor
http://radioclick.globo.com/cbn/comentarios/arnaldojabor.asp

estorias do brasil
no final de 1959, quintanilha ribeiro recebeu a cúpula da udn (carlos lacerda e magalhães pinto, entre outros) em uma reunião para pressionar jânio quadros a ser candidato a presidente, “desde que aceitasse algumas condições”. incomodado com a pressão, jânio pediu uma “licencinha” e saiu da sala. todos ficaram tomando uísque imaginando que o pré-candidato fora ao banheiro ou quem sabe buscar gelo. até que perceberam que ele simplesmente tinha ido embora. foi difícil, mas conseguiram convencê-lo a voltar à reunião. e não se falou mais em “condições”.
(claudio humberto)




domingo, 8 de julho de 2007

***prestigiando um trabalho limpo***





requeri, todo dia, livrando o terreiro do entulho.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

???quem nunca fez disso na vida???






... rsrs ...

sábado, 16 de junho de 2007

*o congresso é a casa do povo. difícil é despejar os atuais inquilinos*



embora ele mereça, eu não vou falar mais do calheiros hoje.

não vou dar cartaz prum cara que cria boi imaginário. ainda se fosse amigo imaginário, eu poderia achar que ele está carente e seu subconsciente inconsciente, inconseqüente, recorrente e criativo voltou à infância. mas ... boi!?!?!?!?! não, não merece minha consideração.
quero mudar de assunto.



Lula e as zelites
Noutro dia, antes da glorificação dos controladores de vôo(1), eu estava escarrapachado num magnífico avião(2), já na pista de decolagem, tomando meu uisquezinho maneiro, sem aumento de preço (pudera!), prelibando (!) minha chegada a Katmandu, enquanto ouvia o bruaá em volta, quando alguém (o comissário?) falou ao microfone:
"Os senhores passageiros vão desculpar o atraso de nosso vôo por 35 minutos, mas, como o comandante Paulo Schneider foi atacado por um mal-estar súbito, terá que ser substituído por um nosso companheiro do PT, Valdécio Silva, com grande experiência, 30 anos como motorista de ônibus em São Bernardo".
Vocês podem não acreditar, mas, em menos tempo do que o diabo esfrega um olho, o avião estava completamente vazio.
É por isso que não me canso de dizer, Lula tem toda a razão quando esculhamba as zelites.
1. Ninguém sabia que existiam.
2. Avião é aqui embaixo. Lá em cima, ele muda de nome na voz do comandante, que o trata com todo o respeito – aeronave. Ele sabe com que está lidando. Ah, antes que eu me esqueça – antigamente era aeroplano.



texto de millôr fernandes




sexta-feira, 8 de junho de 2007

***jungle*jungle pergunta***

o que você levaria pruma ilha deserta???
o que você deixaria numa ilha, pra não ficar deserta???




by ciça petri ... rumo ao oscannes academy awardsland ...